
Há dias que como hoje as vezes sol, as vezes chuva e quanto chuva o desejo de ir pra Pasárgada e descobri que Pasárgada é tua casa e que o Rei é o meu pai......rsrs. Fui feita da forma maravilhosa com que nos moldou e lapidou cultivando todo belo da alma e do mundo ensinando a respeitar cada vida, cada flor e o planeta. Apresentou as melhores ideias e os melhores livros e ir na contramão das futilidades desse mundo. A sua casa é uma verdadeira escola de pensadores e você é o mestre. Toda vez que volto pra São Paulo vem a Saudade. O aperto no peito. O aperto é daquele abraço que ficou no centro este e me carregou de tantas faltas, o cheiro do pequi na casa inteira me leva de volta ao quintal de limoeiros e todo céu estrelado, lagartos que correm, corujas na espreita e passarinhos que roubam comida na mesa. A saudade de saber que não vou mais acordar com o som do teclado as 4h, o café das 5h e o chimarrão das 7h. . A Saudade de não ver meu pai que recebe durante um dia inteiro inúmeras personalidades tecendo o fio invisível da cultura na cidade, entram e saem de casa, entre ensaios com musica, violão, conversa e tereré. Vou preparar aquele chimarrão, posso escutar o barulho do teclado do meu pai no Sonho meu III, da máquina de escrever na beira do rio Sucuriú. Atrás da cachoeira, cortando grama no quintal. De sonho em sonho e vê-lo entrar no quarto acendendo as luzes e abrindo as janelas para nos acordar.




