Um dia achei um poema que meu pai fez pra mim quando eu nasci, eu ja estava com 20 anos quando o lia pela primeira vez. Entrei em choque.
Fiquei profundamente tocada, pois tudo o que estava escrito era aquilo q eu estava passando naquele momento, chorei, chorei muito por deixar tudo aquilo acontecer comigo.
Aquelas palavras não saiam de mim, então começei a escrever pra me libertar daquilo, fui dormir triste, triste como se jamais pudesse voltar a ser feliz novamente.
Assim nasceu o ABISmO TRISTE PROFuNDO e só consegui perdoar depois de entrar no palco do cursinho da poli carregada coberta por sacos de lixo ao som de Carmina Burana e interpretar pra diversos desconhecidos, só assim aquilo saiu de mim.
Saiba! Saiba que me tornaste abismo
triste, profundo
Jogado, celado, amargurado
Me arrancaste a inocência
tornando obscura minha alma
com a sua doença
Me tiraste a calma,
agora quer perdão! Como?
Se ja morri, se ja me mataste
Saiba que o condeno
Viverás a sombra do teu arrependimento
Comerás remorsio
Sonharás intentos, tormentos
Não terás paz
Só o perdoarei quando não mais vc for
só o perdoarei quando ver
só quando vc na terra a se decompor
e a terra torna-se-a negra de desgosto
cuspirá colera ao sentir teu gosto
Espalhará por ela doença e contaminação
Só o perdoarei quando ver
o seu corpo rasgado
o seu ser mutilado
Quando dessa forma for
o perdoarei, quando não mais vc for
sem que assim precise perdoa-lo
pois ja estará morto.
OBS: Aos homens de plantão, jamais despertem a fúria de uma mulher...rs
sexta-feira, 4 de março de 2011
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