sábado, 5 de março de 2011

ME tira o Ar



Vc me deixa no lugar mais inseguro
que uma garota pode estar
nas mãos de alguem 
q ñ tem hora pra voltar
Vc me deixa no lugar mais sublime





MAIS uma vez Vc vem  
mostrar tudo 
q eu deixo escondido
vc sabe encontrar

te recebo de braços abertos
eu deixo vc entrar 
Esses são os nossos
melhores momentos

nenhum momento tem mais valor 
daquele q tememos nao durar
nenhum deleite é mais intenso
daquele q  sabemos nao ficar




vC ME deixa no lugar mais sublime
no lugar mais inseguro que uma garota pode estar
nas maos de alguém q tem nao tem hora pra voltar

me da o teu teu fôlego
me tira o ar

fico  suspensa
a margem do intangível
marcada com teu suor




sedada em perigo,
com teu veneno sem antídoto,
sinto dores pelo corpo  todo 
isso nao tem cura, nem qro q tenha
eu nao mudaria nada sobre isso.

nao é q vc tenha me surpreendido
fui eu q te dei a chance
Qro o ultimo minuto com vc
até as horas de solidão

é bom quando estamos juntos, 
mas é ainda melhor quando estou sozinha 




vc  não vai  entender
mas eu  deixo me explorar
como uma criança de tarde vazia
a procura  de mundos desconhecidos
em gavetas proibidas
algo que possa surpreende-lo

Sou eu, eu sei,
vc vai  explorar
e quando achar algo surpreendente
irá se satisfazer, fechar a gaveta,
virar as costas e ir embora
antes que alguém te pegue

Nao ligo q va embora,
gosto de ficar sózinha
criando coisas novas
com as descobertas
q vc me faz


sexta-feira, 4 de março de 2011

ABISmO TRiSTE PROFuNDO.

Um dia achei um poema que meu pai fez pra mim quando eu nasci, eu ja estava com 20 anos quando o lia pela primeira vez. Entrei em choque.

Fiquei profundamente tocada, pois tudo o que estava escrito era aquilo q eu estava passando naquele momento, chorei, chorei muito por deixar tudo aquilo acontecer comigo.

Aquelas palavras não saiam de mim, então começei a escrever pra me libertar daquilo, fui dormir triste, triste como se jamais pudesse voltar a ser feliz novamente.

Assim nasceu o ABISmO TRISTE PROFuNDO e só consegui perdoar depois de entrar no palco do cursinho da poli carregada coberta por sacos de lixo ao som de Carmina Burana e interpretar pra diversos desconhecidos, só assim aquilo saiu de mim.




Saiba! Saiba que me tornaste abismo
triste, profundo
Jogado, celado, amargurado

Me arrancaste a inocência
tornando obscura minha alma
com a sua doença

Me tiraste a calma,
agora quer perdão! Como?
Se ja morri, se ja me mataste

Saiba que o condeno
Viverás a sombra do teu arrependimento
Comerás remorsio
Sonharás intentos, tormentos
Não terás paz

Só o perdoarei quando não mais vc for
só o perdoarei quando ver
só quando vc na terra a se decompor
e a terra torna-se-a negra de desgosto
cuspirá colera ao sentir teu gosto

Espalhará por ela doença e contaminação

Só o perdoarei quando ver
o seu corpo rasgado
o seu ser mutilado

Quando dessa forma for
o perdoarei, quando não mais vc for
sem que assim precise perdoa-lo
pois ja estará morto.

OBS: Aos homens de plantão, jamais despertem a fúria de uma mulher...rs

quinta-feira, 3 de março de 2011

NA MARRA

Escritos antigos


Por um tempo eu repreendi meu desejo, 
omiti a intenção de me entregar
sem pesos do compromisso, apenas arriscar,
por mais q resistisse, ñ houve escolha pq me pegou na MARRA
e se aproveitou tirando vantagem da sua força
contra minha fragilidade sem chances de revidar 
e fez de mim o q bem quis sem nem perguntar.

Evitei te olhar nos olhos com medo de me aventurar
Mas agora eu aprendi, nao vou mais perder qualquer extase q
por ventura possa desvendar. 



terça-feira, 1 de março de 2011

DILúVIO, Dores Prazerosas


  Conflito em doses, Dores Prazerosas
Percorro  trilhos instáveis
atras de vc como vício em fúria
trajetos de dilúvios em  destruição

vc tranquilo como expectador
diante da erupção em ponto de eclosão 

Excede o suficiente de uma dose necessária
extinguindo o ápice na última gota do cálice 

saciada, supro o vício, tão logo devaneio, longe satisfaço
após a dose medida, não obstante,  permaneço desfeita


Qria te dar um soco pra ver se deixa de descaso
mas consumo cada grama em fissura insaciada 
afim de alimentar meu vicio de vc desgraçado


Extase e amargura despido de pudor
À sutil margem da  dor
A amargura no limite do prazer.
O prazer noo limite da dor. 
em Tênue  fronteira,
à margem do improvável
nem mesmo sei onde estou.

Por isso eu escrevo

Há dias que como hoje as vezes sol, as vezes chuva e quanto chuva o desejo de ir pra Pasárgada e descobri que Pasárgada é tua casa e que o...