sexta-feira, 31 de maio de 2013

Noites Marginais



Sem promessas te esperei esperanças esquecidas,
dias sem planos, tardes ociosas, esperas incertas, 
já tinha esquecido, quando chegou sem anunciar,
me conquistando e me fazendo tua coleção
horas repletas, virtudes duvidosas, noites incompletas,
romances assistidas nos bancos de cabines centrais

Como pode fazer tanto descaso do meu amor insano?
não vê que estou quebrando em partes inconstituíveis?
do seu descaso, invento noites inacabaveis
imaginando nosso fim , pensando nas palavras
de despedida q te convenceriam de ficar

Procuro  palavras pra  lembrar dos nossos momentos infortunos
volúpias pelas ruas sem saídas, perdida no calor das noites frias
trancada num carro de vidros filmados bebendo sangue
presa minha expressão contida, vencida a tua face desvalida 

Embevecida em tua boca puro mel estancado, fruto proibido
desce o desassossego inquieto,  histérico e mudo, 
rupturas fora das leis, denunciando retornos inquietos
incertos fins de começos duvidosos

Noites  caladas inquietas, abandonos marginais 
entregue incerta de uma noite sem fim  
terminando o que nunca teve começo, nem nunca tera
começando intermináveis fins sem paginas inteiras
num fim de uma história sem começo ficou a sede do teu sangue
secaria tuas artérias se voltasse

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